Forró é o novo patrimônio cultural do Brasil

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O assunto de hoje rende uma conversa gostosa, e ele enche nosso coração verde e amarelo de orgulho. Em 9 de dezembro acompanhamos que o Instituto do  Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) declarou nosso querido forró como patrimônio cultural e imaterial do Brasil. Um título merecido, afinal ele é muito mais que um ritmo musical… é sinônimo de arte, de união de culturas, de amor e de Brasil!

Primeiramente, o Forró é o nome que damos a um grupo de ritmos tipicamente nordestinos, como o xote, xaxado, baião e até mesmo a famosa quadrilha dos ‘arraiás’, que ganharam espaço do norte ao sul do país.

E embora o samba seja conhecido internacionalmente como a música brasileira, o Forró mostrou-se tão importante quanto para a nossa história, e é isso que vemos dentro da nossa nação. De fato, o forró é o nosso patrimônio cultural. 

Lembra do mestre Luiz Gonzaga?

Para se ter uma ideia, na década de 50 ele se tornou uma febre, e foi o mestre Luiz Gonzaga que tornou o ritmo ainda mais popular. Ele trouxe clássicos como Asa Branca e o Xote das Meninas, e inspirou outros artistas a embarcar nesse ritmo gostoso.

E além dele, também vivemos o melhor das criações de Dominguinhos, Elba Ramalho, Jackson do Pandeiro, Alceu Valença, além de outros ícones da nossa cultura. 

Esse era o ritmo mais tocado nos bailes de casais, que promovia o amor, despertava sorrisos e fazia multidões dançarem no mesmo passo, com o pé na areia, com a diversidade que somos e o jeito brasileiro de ser.

Depois, por volta dos anos 2000, o ritmo se tornou uma febre e o popular forró universitário já era o som mais tocado nas festas e encontro de diferentes gerações.

Então, a explicação dispensa comentários: foi por essas e outras que vemos hoje o forró como patrimônio cultural do nosso país!

A história do forró, nosso patrimônio cultural

Existem muitas versões que contam a história do forró no nordeste brasileiro. Tem uma que se popularizou que diz que no século XX engenheiros britânicos realizavam bailes abertos ao público, for all, ou simplesmente para todos. A palavra foi abrasileirada e os encontros passaram a se chamar forró.

Mas, tem quem diga que isso é uma lenda, e que a história verdadeira é que o nome é uma redução de forrobodó, que significa festivo.

De um jeito ou de outro, é uma verdade que o nosso forró é um patrimônio cultural e diz muito sobre nossas origens e sobre o que somos.

Eu e o forró, juntinhos!

“Minha vida é andar por esse país, pra ver se um dia descanso feliz… guardando as recordações das terras onde passei….” Ah, esse clássico do Gonzaga e Gonzaguinha! Ele diz muito sobre minha paixão por viajar e dar recordações que levo comigo.

Antes de tudo…. não posso dizer que sou um forrozeiro, mas sempre tentei danças, em todas as oportunidades que tive. Tenho ótimas histórias nos bailes, inclusive sobre a lendária melancia atômica que dividia com os amigos. 

Inclusive essa tentativa de dançar e, principalmente, conhecer culturas locais, já foi tema de outras matérias aqui no O Mundo em Lanches:

> Vanerão: Dança Típica do Sul do Brasil

> O Reggae agarradinho do Maranhão

Lembro das minhas primeiras férias, em Belo Horizonte. Naquela época, eu conheci um alemão que estudava medicina aqui no Brasil e juntos fomos em uma festa em plena segunda-feira que era universitária. Ele observava os passos e os reproduzia facilmente. Me recordo de ter ficado impressionado.

Quando recebia amigos de outros países, também os levava para conhecer o forró, nosso patrimônio cultural. Eles arriscaram passos e era sempre muito divertido.

Como viajante e como brasileiro, sou muito grato às memórias que tenho graças ao forró, e estou muito feliz com esse título, que faz jus com a nossa história.

E você… curte um forrozinho? Conte pra mim qual foi a história mais incrível que você teve com esse ritmo musical.

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