Moto para viagem, como escolher!

moto para viagem, como escolher

Escolher uma moto para a viagem não foi uma escolha fácil 

Escolher a minha moto para a viagem foi como se ela estivesse me conquistando no processo da escolha do veículo e aí, na decisão da compra já não existe mais nenhuma que possa me fazer mudar a cabeça.

Dessa vez falo sobre a moto, minha companheira inseparável neste percurso. Sem ela não teria nem saído de casa.

Ela esteve comigo em vários momentos, desde as tempestades até as poças de lama.

Motivos levados em consideração ao adquirir uma moto para viagem

Levei em consideração sua carenagem, seu custo benefício para realizar meu objetivo, seu conforto e sua segurança.

A escolha da moto para uma viagem longa deve ser uma decisão pessoal, as considerações que eu levei em conta para a escolha da minha moto não necessariamente precisa ser igual a sua.?

Quem sou eu?

Sou Rodrigo Schmiegelow, publicitário nômade digital, sempre tive o sonho de viajar e conhecer cada porção do mundo: lugares, culturas, pessoas e gastronomias…

Eu tenho essa paixão por novidades desde meus 15 anos, quando surgiu o desejo de viajar. Depois de mais de 18 anos com isso apenas na cabeça eu comecei a acreditar nesse sonho como algo que realmente poderia acontecer, foi quando eu reorganizei minha vida, juntei dinheiro, conquistei clientes que me oferecem flexibilidade e fui para essa aventura.

Hoje eu sou nômade digital, você sabe O que é ser nômade digital?

Trabalho com Marketing Digital, uma das áreas mais flexíveis seja para atender os seus próprios clientes ou para abrir negócios online, conheça mais no meu site caranaue.com onde tem muitas matérias sobre o assunto.

Graças a essa flexibilidade, realizei uma longa viagem pela América do Sul no último ano passando por mais de 140 cidades em 5 meses e vou contar um pouco desta jornada por aqui, acompanhe!

Meus motivos foram:

1- Carenagem

Foi primeiro item que levei em consideração 

Qual o motivo da carenagem ser tão importante para escolha da moto para viagem?

Já tive uma scooter e uma naked antes de obter minha moto oficial de viagem.

Com a scooter cheguei a viajar com ela apenas uma vez para nunca mais.

Ela tinha uma velocidade controlada, chegando no máximo a 80 km/h, então eu passei momentos bem tensos nos quais qualquer transporte me ultrapassava, até mesmo ônibus.

Depois dessa experiência decidi ter uma moto melhor, adquiri a naked, e na primeira viagem longa que realizei com ela eu senti um grande desconforto. A posição de pilotagem era ruim para longas viagens e a cada 80 km, 100 km, sentia meu braço dormente e tinha que parar para me esticar. 

Além do fato de a moto ser tão bonita que dava dó colocar baú traseiro, oque aumentava meu desconforto.

Escolhi uma trail

Quase não peguei a trail por seu ser baixinho, tenho 1.65, e na primeira vez que usei essa moto eu quase cai por não alcançar o pé no chão.

Depois disso ainda tentei andar em uma moto de trilha, que, por sorte, eu estava com meu amigo, se não teria ido eu e a moto para o chão.

Continuei a pesquisa e tive sorte que minha viagem coincidiu com o lançamento das trails médias.

Confesso que não foi amor à primeira vista quando peguei essa moto para viagem, mas logo fui me apaixonando pela Kawasaki Versys X 300

nômade digital

2- Custo Benefício

É fundamental saber quanto de dinheiro é necessário para a viagem e ter uma noção de consumo e manutenção.

Comparando com as motos mais vendidas, a Versys não é barata, mas assistindo análises e estudando as diferenças com as suas concorrentes diretas e indiretas, entendi seu valor e o custo benefício para o que eu queria. 

A Kawasaki Versys X300 me oferece o conforto do estilo trail com velocidade de cruzeiro mais do que suficiente para o que eu queria.

Inscreva-se, acompanhe as novidades e em breve meu livro 🙂

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3- O combustível 

Como comentado, eu tive uma scooter que andava 40km por litro, obviamente nenhuma outra moto mais confortável seguraria essa autonomia.

Versys X300 e sua autonomia

Ela possui uma média de 23 km por litro e pode chegar a uma velocidade média de 110 km.

Curiosidade sobre a autonomia

Em um dos trechos indo de Mendoza a Bariloche eu cheguei a fazer 32 km por litro.

Eu iria percorrer 380 km e havia apenas um posto de gasolina, e ele se encontrava um pouco mais da metade do caminho.

Após 200 km em um percurso com quase 120 km de rípio debaixo de um sol de 40º eu consegui chegar no único posto de gasolina que teria no caminho, e para a minha surpresa ele não estava aberto.

Com a cara e com a coragem eu tive que seguir viagem, fique com bastante medo de ficar parado no meio do caminho.

centro civico bariloche, escolha da moto para viagem
Centro civico Bariloche

4- A manutenção

Eu já sabia que não seria barato a manutenção, entretanto eu ainda estava no meu emprego, então fiz todas as revisões necessárias.

Os valores das manutenções variaram de R$ 295,00 e R$ 496,00.

Algumas dicas sobre manutenção na escolha da moto para viagem

Sempre estranhei o fato de alguns viajantes carregarem pneus e outros itens de manutenção, só descobri o verdadeiro motivo quando, em uma viagem, uns colegas que conheci viajando me avisaram que o meu pneu traseiro estava desgastado.

Resolvi trocar meu pneu em Bariloche, e lá só encontrei o pneu que eu queria com o custo quase 3 vezes maior do que em outras cidades.

Já com a pastilha de freio foi diferente, quando soube que ela estava desgastada, eu comprei outra e deixei de reserva em Santiago.

Peñalolén, Santiago, Chile moto pra viagem
Santiago, Chile

5- O Conforto na moto para viagem

A moto é muito confortável, entretanto ainda troquei o banco porque o maior problema da Kawasaki Versys x300 é o seu banco original.

As vibrações 

Mal sentia ela vibrar, mesmo estando cheia de bagagens e com o baú traseiro e lateral.

Também não piloto muito rápido, gosto de ir, no máximo, a 110 km por hora.

Os ventos e as vibrações 

Só ficava complicado neste sentido quando tinha muito vento contra, e vento foi o que não faltou desde o Sul do Brasil. 

Dica importante para viagem de moto

Ganhei um suporte de aceleração que foi incrível, nunca passou pela minha cabeça que um negócio de plástico que custa a partir de R$ 20,00 fosse fazer tanta diferença.

6- Confiança na moto para viagem

Além da dificuldade para estacionar, que tirava minha confiança, por conta da minha altura, a adrenalina subiu bastante em alguns trechos da Argentina, por conta de um vento forte que peguei.

Costumam dizer que tem que acelerar bastante para controlar melhor a situação, porém com o vento forte eu achei melhor dar uma reduzida na velocidade.

Não tem como não falar da violência

Por mais que fuja um pouco do tema, deve ser levado em consideração, até pelo fato de que não são todos os seguros que cobrem ocorrências em outros países.

Na Argentina, especificamente em Rosária, sempre me alertavam para não deixar a moto na rua.

Lá o policiamento me assustou um pouco, confesso, era polícia de um lado para o outro toda hora.

Passei por lá um tempo depois de ser furtado no Uruguai, no qual eu tinha ganhado muita segurança. Então havia deixado minha moto por uma semana encostada no portão do hostel.

Fui furtado junto com um holandês, perdemos nossos baús levando um dos meus interiores e arrombando as laterais.

Então em qualquer lugar que esteja, mantenha-se sempre em alerta e evite deixar coisas de valor no baú da moto.

Estradas do deserto do Atacama no Chile
Estradas do deserto do Atacama no Chile

A escolha da moto para viagem

Nas experiência que eu tive viajando, vi que não existe moto certa para fazer uma viagem longa, a única coisa é que você terá que adaptar o estilo da viagem com o modelo da moto.

Leia também Contando as Moedas para Almoçar – Perrengues de Viagem

Média do preço dos combustíveis em outros países da América do Sul

O custo por litro é de janeiro a março de 2020, a conversão estou fazendo em 2021 então por isso pode estar tão assustador já que o real desvalorizou neste período: 

Uruguai

Abasteci em La Paloma, lá o preço estava 54,95 pesos Uruguaios, aproximadamente R$ 7,12 por litro.

Argentina

58,42 pesos Argentinos por litro: R$ 3,65 por litro.

Chile 

Custava, em média, 860 pesos Chilenos, aproximadamente R$ 6,00 por litro 

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