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O que falta para ser nômade digital?

O que falta para ser nômade digital?

Esses dias eu estava fazendo uma reflexão sobre algo muito importante: muitas pessoas à minha volta almejam adotar o estilo de vida de viajar e trabalhar ao mesmo tempo, mas ainda não conseguiram realizar isso. Fiquei curioso para entender os motivos e resolvi escrever este post justamente respondendo esta pergunta: afinal, o que falta para ser um nômade digital?

Você se encontra nessa situação? Então, vai curtir ainda mais conferir esse conteúdo, pois eu tive a oportunidade de conversar com três pessoas que vivem essa realidade, e a experiência delas pode ser uma virada de chave para você

Veja agora mesmo como foi o bate-papo com cada uma delas!

O que falta para ser um nômade digital?

A história do Raphael Pimentel e o Destino do Casal

Raphael iniciou sua paixão por viajar em 2007, quando ele tinha 19 anos. Naquele ano ele fez sua primeira viagem de avião e, logo de cara, encarou um intercâmbio de três meses nos Estados Unidos.

A princípio, aquela era somente uma experiência. Mas, em 2012 ele já viveu seu primeiro mochilão na Europa, e aquele foi um caminho sem volta. Isso porque, depois dessa vivência, ele não parava de acompanhar as promoções de passagens aéreas e, sempre que podia, partia para um novo destino.

Então, em 2019, ele planejou um ano sabático com sua noiva, a Soraya. E a programação do casal era se casarem logo no ano seguinte, no entanto, a Covid-19 chegou!

Mudanças de rota

Os planos foram cancelados, menos o da lua de mel. Dessa maneira, eles trocaram a viagem para o Taiti por um tour na Europa, Oriente Médio e África. Depois, eles voltaram para o Brasil, e logo foram para o México e Estados Unidos, oportunidade esta que tiveram de receber a vacina contra a Covid-19 que ainda não estava disponível em nosso país. 

Finalmente o casal conseguiu se casar e aí eles realizaram uma lua de mel oficial: eles passaram por Maldivas, Europa e pelo Sudeste Asiático. 

Naquela época, o Raphael era Gerente de Projetos na Azul e a Soraya era Arquiteta, mas trabalhava com análise de dados na Vivo. E aí eles decidiram guardar dinheiro por um tempo, alugaram seus respectivos apartamentos, para que não precisassem trabalhar durante as viagens. 

Mas, depois de todo esse tempo viajando, eles perceberam que é muito bom passar um tempo em cada lugar. Segundo o Raphael, eles têm uma tática que super funciona para viajar gastando menos: “nós ficamos na casa de pessoas que têm animais de estimação e precisam viajar. Assim, nos hospedamos de graça, temos toda a estrutura de uma casa e ainda temos um cachorro ou gato de companhia”, conta o viajante. 

Agora, o casal está estruturando o blog Destino de Casal para conseguir monetizar o canal e assim terem uma fonte de renda para se tornarem efetivamente nômades digitais. 

Segundo ele, pensando no que falta para ser um nômade digital, ele elenca que ainda é preciso mudar alguns comportamentos, como se policiar a trabalhar enquanto estão viajando, afinal, eles querem mesmo é poder curtir os destinos. Eles estão chegando ao marco de 100 países visitados e ainda têm muita aventura pela frente.

“Para mim, ser nômade digital é ter liberdade de poder morar em qualquer lugar enquanto leva a vida normalmente.”

Rô Diniz, do Rô pro mundo

Com uma família que tem uma mistura cultural incrível, envolvendo heranças culturais do Pará, Ceará, Itália e Japão, a Rô se lembra de fazer viagens longas de carro desde pequena.

Então, na adolescência, ela colecionava revistas de viagem e já dizia que seu desejo era conhecer o mundo. Ela ingressou na faculdade de artes e, em 2018, fez sua primeira viagem sozinha. 

Naquela experiência, passou um mês na estrada e conheceu as belezas de Minas Gerais. “Encontrei amigos, conheci muita gente bacana e vivi uma imersão cultural muito forte e até hoje continuo viajando e fazendo do mundo o meu laboratório de conhecimento”, destaca a viajante. 

A Rô tem experiência profissional em diversos segmentos: já foi recepcionista de eventos bilíngue, tradutora simultânea, professora de inglês, bartender, promotora de eventos, fotógrafa, assessora recreativa, professora de pintura para Idosos, até chegar no magistério e ensinar por sete anos artes para crianças do 2o grau.

Ela sempre amou arte e turismo e consegue ver nos dois segmentos sua realização. Em 2020 ela criou um perfil nas redes sobre suas viagens, com o objetivo de incentivar outras pessoas a realizarem o sonho de viajar. 

Agora, Rô trabalha como criadora de conteúdo para Blog e Instagram, além de atuar como Social Media e Copywriter.

Quando ela era pequena, ela dizia que iria abrir uma livraria, ser fotógrafa, bióloga e trabalhar com moda. Ela queria cursar quatro cursos ao mesmo tempo e, hoje, ela tem três graduações.

Muito além dos padrões da sociedade

“Sou a professora hippie, tatuada e de cabelo rosa, que acredita no misticismo, no poder de cura das pedras e chakras, que namora há 10 anos, não pensa em se casar, só quer viver viajando com um motorhome. Na velhice me imagino em um terreno cuidando das hortas e de vários gatinhos”, conta 

Mas, pensando no que falta para ser uma nômade digital, a Rô diz sem titubear que é planejamento financeiro. “Eu já encarei que preciso trabalhar o dobro para ter dinheiro em caixa e me manter na estrada no primeiro momento. Ser nômade no início não é barato, porque vamos errar muito, a transição é dolorosa e solitária, mas creio que a realização pessoal vale muito no final, sem contar que há muito companheirismo durante a estrada”, complementa.

Estamos aqui na torcida para a Rô conseguir realizar esse desejo, afinal, ela tem muito conhecimento e vivência para isso! 

“Para mim, ser nômade digital é sinônimo de liberdade! Sei que há outras maneiras de se sentir realizada e livre, mas eu amo essa: pode estar aonde quiser, trabalhar com muito planejamento e demanda de forma séria e entregando o que o cliente deseja, mas depois poder ter a liberdade de ir à uma cafeteria, tomar um banho de mar, fazer aulas de inglês ou surfe, acampar, ou seja, viver.”

Thamara Campos – apaixonada por viagem

Ao contrário do Raphael e da Rô, a Thamara está começando essa jornada de viajar e trabalhar. Ela é terapeuta sistêmica e, para trabalhar, precisa somente de um celular com acesso à internet. 

Ou seja, ela pode fazer isso de onde estiver! “Trabalho com horário marcado e o grande segredo é conseguir conciliar as programações, com uma boa organização, quando eu estiver viajando”, conta a terapeuta.

Ela diz que a liberdade de não precisar, necessariamente, de um espaço físico para trabalhar, dá a ela a alegria de atuar de forma híbrida. “Eu tenho clientes dos Estados Unidos, Portugal, Holanda e França. Então, pra minha profissão, não existe distância. Por isso, quando eu quiser, eu posso sim trabalhar e viajar” completa.

Pelo fato de ter filhos pequenos e marido que trabalha em regime presencial, Thamara não almeja se tornar uma nômade digital. Mas isso não limita a ela o desejo de continuar viajando sempre que puder, para conhecer novos destinos e viver experiências únicas. 

Para quê rótulos, não é mesmo?

Qual a conclusão que temos dessas experiências?

Depois desses bate-papos e de olhar para minha própria história, eu vejo que a maior parte das limitações está na geração de renda para bancar esse estilo de vida. 

Muitas vezes, o que falta para ser um nômade digital é ter um planejamento financeiro que sustente essa realização não é uma tarefa fácil. 

E como meus próprios colegas comentaram, é preciso também mudar nosso estilo de vida para nos adequar à simplicidade e à mochila nas costas.

Por fim, o importante mesmo é cada um respeitar sua própria história, estabelecendo metas para chegar nesse grande objetivo. 

E para você, o que falta para ser um nômade digital? Conte para nós nos comentários!

Nos vemos no próximo post! 

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