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Homestay em Toronto: Uma decepcionante experiência

No Canadá eu vivi uma época em porão, pode até parecer meio estranho mas isso é muito comum por lá- Homestay em Toronto. 

Mas não é nada muito estranho também. Eu imaginava que seriam aquelas portas horizontais que abrem para cima e dariam àquelas buracos escuros cheios de bagunça e poeira. Ainda bem que eu estava errado. 

Esse tipo de moradia da qual eu fiquei se chama basements, eles são bem espaçados, e são uma forma de aproveitar o espaço da fundação da casa, que frequentemente vira um quarto extra ou até mesmo um pequeno apartamento anexo.

rua perto da homestay

Quem sou eu?

Sou Rodrigo Schmiegelow, publicitário, sempre tive o sonho de viajar e conhecer cada porção do mundo, das culturas, das pessoas, da gastronomia… Desde meus 16 anos eu tenho essa paixão, e desde que eu comecei a acreditar nesse sonho como algo que realmente poderia acontecer, foi quando eu reorganizei minha vida, juntei dinheiro, conquistei clientes que me ofereciam flexibilidade e fui para essa aventura.

Realizei uma longa viagem pela América do Sul no último ano passando por mais de 140 cidades em 5 meses e vou contar um pouco desta jornada por aqui, acompanhe!.

Hoje trabalho com Marketing Digital, uma das áreas mais flexíveis seja para atender os seus próprios clientes ou para abrir negócios online, conheça mais no meu site caranaue.com onde tem muitas matérias sobre o assunto.

Hoje eu sou nômade digital, você sabe O que é ser nômade digital?

No meu primeiro mês no Canadá eu fiquei em homestay, fui com um mês de hospedagem, período de adaptação em Toronto.

Depois disso, comecei a procurar outros lugares mais baratos para me alojar, já que na época a homestay custava, em média, C$750 por mês com duas refeições inclusas (se contratada através de uma agência de intercâmbio no Brasil).

Acredito que eu não tive muita sorte com a família que eu fiquei. Logo que eu cheguei já tive experiências negativas.

Como eu disse em  Publicitário ganha carona de boas-vindas, ganhei uma carona logo no aeroporto, então acabei chegando bem mais cedo do que imaginei, umas 3h mais cedo.

Por isso acabei não tendo uma recepção tão boa, já que o hostfather ficou irritado por ter sido acordado com a minha chegada.

Meu quarto no Homestay em Toronto era bem pequeno.

Tinha uma cama, um armário desmontável, um criado mudo, uma escrivaninha e uma mesinha dobrável com um banquinho. A luz era individual, eu acendia diretamente na lâmpada, não precisava de interruptor.

Não era nem um pouco confortável para estudar ou usar notebook, e tinha que fazer isso fora do quarto.

quarto homestay

A casa era bem comercial, tinha 4 quartos para alugar: um na parte de cima, segundo andar, um no andar principal, com a porta no corredor entre a grande sala de três ambientes e a cozinha, e mais dois quartos no basement, onde, logo após a escada, tinha a área de serviço, com máquina de lavar roupas, tanque e secadora e, depois da porta, um depósito de brinquedos dos dois filhos do casal filipino, os donos da casa.

Havia ainda uma cozinha desativada e uma pequena sala com sofá, televisão, rádio e DVD para os hóspedes que não podiam ficar na mesma sala da família no andar principal.

O café da manhã foi marcado no estilo self-service, como comentei no texto: O que Toronto tem de diferente.

Já a minha janta ficava em um prato, e variava entre frango e carne de porco, um dia frito, outro no estilo sopa, ensopado ou sei lá o quê. Não tinha opção de repetir.

Não tinha variedade de comida, nem legumes e nem verduras. 

Os pratos dos hóspedes eram deixados em cima da mesa. Já a família dona da casa tinha uma refeição diferente da nossa e comiam separadamente de nós. 

salinha homestay

A verdade é que esse foi o principal motivo de eu não ter gostado tanto dessa experiências, eu senti muita falta de interação e envolvimento por parte da família. 

O motivo pelo qual eu escolhi ficar na casa de uma família foi justamente para essa família me ajudar a se inserir na cidade, apresentar a cultura, gostos, costumes e poder praticar a conversação.

Porém eu interagi com os outros hóspedes, um era da Arábia Saudita e outros 2 da Coreia, logo um sair, chegou outro do Japão.

Esse do Japão estudava na mesma escola que eu, e quando ele chegou eu apresentei a cidade para ele e muitas outras coisas. 

Apesar das nossas diferenças culturais, a minha relação com todos eles era muito boa, sem muitos problemas com higiene, alimentação etc. Neste ponto ou tive sorte, ou sou mais desencanado ou receptivo mesmo.

corredor homestay

Mas a parte boa disso tudo é que eu não precisava dar satisfação de nada, eu ficava mais tranquilo e à vontade  para entrar sair 

Outra coisa de que gostei bastante foi da filha de dois anos do casal. Toda vez que eu chegava à tarde, ela vinha brincar comigo. Consegui matar um pouco da saudade dos meus irmãos mais novos que estão no Brasil.

Se você por acaso teve uma boa experiência em uma homestay, gostaria de saber, se puder deixar um comentário aqui seria muito importante para mostrar os dois lados e não assustar as pessoas que pensam em ficar em homestay em Toronto.

Élida Rocha também falou para o OiCanadá da sua experiência em uma homestay no post Uma caixinha de surpresas chamada host family.

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