16 horas de estradas para chegar em Barra do Garças
As estradas privatizadas no estado de São Paulo são um tapete: sem buracos, pista dupla com acostamento e canteiro central.

crateras nas estradas do Mato Grosso
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Esse primeiro trecho foi bem tranquilo, meu amigo dirigiu as primeiras três horas enquanto eu cochilava e eu mais três ja ao amanhecer, até cruzar o lindo Rio Paraná (na verdade um trecho denominado Rio Grande) na fronteira de São Paulo com Mato Grosso do Sul, o primeiro grande destaque paisagístico da viagem: uma ponte de quase 3km, onde saímos de Santa Fé do Sul para chegar em Aparecida do Taboado.

Depois deste cruzamento marcante por este rio largo de águas prateadas iniciamos o percurso pelas estradas estatais – cadê o dinheiro dos nossos impostos?? Cadê o IPVA que milhares de proprietários de veículos motorizados pagam anualmente?? – neste momento meu amigo retoma o volante e eu volto a dormir até chegarmos nos buracos que pareciam mais crateras em uma estrada com uma pista indo e outra voltando, sem acostamento, sem canteiro central, sem pedágios. Não quero pensar que vale a pena pagar pedágio porque já pagamos impostos e temos direito de ir e vir em nosso estado. É triste. É um absurdo. Houve trechos em que tivemos que descer do carro para passar por buracos que quase batiam em nossos joelhos.

Apenas uma ponte separa Barra do Garças, Mato Grosso, de Aragarças, Goias
Bom, passando por essa experiência, mais algumas paradas rápidas para esvaziarmos as bexigas e enchermos a pança, chegamos em Barra do Garças ao atravessar a ponte que divide Aragarças, em Goias, de Barra do Garças, Mato Grosso, uma ponte com menos de 1km sob o Rio Araguaia.
Como tudo começou, leia também o primeiro post sobre Barra do Garças.
Veja toda a viagem para Barra do Garças.
