You are currently viewing Praia de São José de Ribamar, Praia da Ponta-verde
praia de São José de Ribamar, praia da ponta-verde

Praia de São José de Ribamar, Praia da Ponta-verde

A praia de São José de Ribamar, a praia da Ponta-Verde, é sem dúvida imas das mais legais da região, repleta de atrativos!

Leia também Parque Nacional de Aparados da Serra- Café do Vô Marçal e artesanato da Vó Maria

Literatura a beira-mar

Os atrativos da praia de São José de Ribamar são para todos os gostos. Da folia para a literatura.

Anualmente, na última semana do mês de agosto, a cidade religiosa se rende a poesia com o festival Geia de literatura.

Incentivar a leitura de grandes escritores e poetas maranhenses é o principal objetivo do Geia na praia de São José de Ribamar.

O festival acontece desde 2000 e é organizado pelo Instituto Geia, organização não governamental sem fins lucrativos.

são José de Ribamar praia
Praia de São José de Ribamar

Se você gosta desse tipo de assunto, então eu recomendo que leia Praia do Aventureiro, Ilha Grande, Rio de Janeiro

Quem sou eu?

Antes de continuar deixei eu me apresentar. 

Rodrigo Schmiegelow, publicitário especializado em Marketing Digital, hoje vivo como Nômade Digital (o que é isso), isso é, tenho liberdade geográfica e trabalho de qualquer lugar do mundo.

Iniciei uma viagem pelo mundo para conhecer lugares, culturas e culinárias regionais e vou trazer grandes surpresas a partir dessas experiências.

Siga o blog do Projeto O Mundo em Lanches pelo Instagram e acompanhe todas as novidades.

Festival do Peixe-Pedra

Praia de São José de Ribamar

A culinária de São José de Ribamar tem sabor bem característico à base de frutos do mar (camarão, caranguejo, ostra, sarnambi, sururu e siri) e peixes de água salgada típicos da região, tais como pescada-amarela, corvina, bagre, tainha (sajuba, pitiu, urixoca), pescadinha, sardinha, urubarana, cabeçudo, baiacu (açu e pininga), peixe-galo, palombeta, solha, tibiro, caruaçu, jurupiranga, cambéu, mero, tralhoto, solha, paru, uriacica, bandeirado, guaravira, camurupim, moreia, amor-sem-olho, gurijuba, pargo, pampo, cabeçudo, cururuca, xaréu, jiquiri, cação, arraia, peixe-prata, camorim, uritinga, pacamão, cangatã, agulhinha, peixe-serra, entre outras espécies.

Mas uma das iguarias do ribamarense é o peixe-pedra, muito abundante na região, que entre os meses de julho e agosto é realizado um festival onde servem este peixe cozido, frito, assado e escabeche.

são José de Ribamar estátua
Estátua de São José de Ribamar

Além da gastronomia, na programação consta competições esportivas e programação cultural.

O festival do peixe-pedra foi criado na administração João Alves da Silva (tirintintim).

De 1996 a 2004, o festival não foi realizado. A retomada aconteceu em 2005, primeiro ano da administração do prefeito Luís Fernando.

Além de propiciar cultura e lazer de qualidade aos maranhenses e turistas que se deslocarem até o município, o festival é considerado como um importante incentivador da economia local, cujo pilar está centrado na pesca artesanal.

são José de Ribamar passeios
São José de Ribamar

Projeto peixe-boi em São José de Ribamar

Anualmente é realizado o festival do peixe-boi, na comunidade de Guarapiranga, zona rural do município de São José de Ribamar.

O objetivo deste evento é divulgar e promover a interação entre as comunidades pesqueiras o Projeto Peixe-boi e parceiros.

A comunidade está localizada em uma das principais áreas de ocorrência do peixe-boi-marinho (trichechus manatus) no Maranhão e onde o projeto peixe-boi foca suas atividades de monitoramento com o ponto fixo de observação desses animais desde 2001.

A lenda

Conta a lenda que um navio que vinha de Lisboa para São Luís desviou-se de sua rota e em plena Baía de São José, esteve ameaçado de naufrágio por uma grande tempestade.

O capitão invocou a proteção de São José, prometendo erguer uma capela no povoado que avistava ao longe.

Tal foi a força das súplicas, que imediatamente o mar se acalmou e todos chegaram a terra a salvos.

Para cumprir a promessa, o capitão trouxe de Lisboa uma imagem de São José e colocou na modesta igrejinha do povoado, erguida de frente para o mar. Este povoado se tornaria São José de Ribamar.

A lenda ainda conta que muito próximo dali havia uma antiga aldeia chamada Anindiba dos Indígenas, atualmente município de Paço do Lumiar.

cidade
São José de Ribamar

Os moradores daquele lugar acharam que a imagem deveria ser removida da igrejinha e levada para Anindiba e ao cair da noite, sem que ninguém percebesse, eles transportaram a imagem de lá.

Ao amanhecer a imagem não se encontrava mais em Anindiba, pois, misteriosamente, ela voltou à igrejinha de origem. E os moradores tornaram a repetir a transferência e colocaram pessoas a vigiar o santo.

São José, entretanto, transformando seu cajado em luzeiro, desceu da Igreja de Anindiba e, protegido por anjos e santos, voltou a Ribamar.

E o caminho por onde ele ia passando encheu-se de suaves rastros de luz. Só assim os moradores de Anindiba compreenderam que o santo queria permanecer em sua igrejinha, de frente para o mar.

Tempos depois, quando da construção de uma nova igreja, resolveram fazê-la de frente para a entrada da cidade – mas as paredes da igreja várias vezes ruíram, até que os fiéis compreenderam que a igreja de São José de Ribamar deveria permanecer de frente para o mar, como encontra-se até hoje.

Chegando aqui o capitão–general do Estado Francisco Coelho de Carvalho, nomeado por Sua Majestade católica o Rei Felipe VI, que levava poderes de passar cartas de datas e sesmarias, “concorreram logo algumas pessoas, assim seculares como religiosos, a pedir as terras que se lhes faziam precisas para o benefício de suas lavouras em 1624”. (Livro Tombo do Curato/Paróquia/Santuário de São José de Ribamar, p. 36).

estátua
Estátua de São José de Ribamar

A história de São José de Ribamar

As terras de São José de Ribamar, onde estavam as aldeias dos índios Gamelas, foram dadas, em 1627, para os jesuítas conforme se afirmou acima, por pedido do Padre Luiz Figueira (o Padre Figueira escreveu a primeira gramática do idioma brasílico, editada na Bahia em 1851), que já possuía uma légua de terra doada por Pedro Dias ex-artilheiro da armada de Alexandre de Moura e sua mulher, Apolônia Bustamente, na Vila do Paço do Lumiar.

Sucessivos atos e leis alteraram o início da vida política de São José de Ribamar. Através do Decreto-Lei Estadual nº 820, de 30 de dezembro de 1943, foi criado o Município de Ribamar com um único distrito. Por atos das disposições constitucionais e transitórias do Estado, promulgado a 28 de julho de 1947, na interventoria de Paulo Sousa Ramos, foi restituída a categoria de lugar e foi extinto o Munícipio de Ribamar, cuja área passou a pertencer ao Município de São Luís por força da Constituição de 1946.

são José de Ribamar
São José de Ribamar

Foi, por várias vezes, extinto e restaurado, até que finalmente, pela Lei Estadual nº 758, de 24 de setembro de 1952, assinada pelo Governador Eugênio Barros, que deu o nome de Ribamar.

Passando-se 17 anos, o Governador José Sarney, definitivamente, restaurou a denominação pela Lei-Estadual nº 2.980, de 16 de setembro de 1969, para São José de Ribamar, em homenagem ao santo milagroso padroeiro da cidade e padroeiro do Maranhão.

O Complexo Santuário é composto por: Igreja Matriz de São José de Ribamar, Centro Pastoral, Salão Paroquial, Casa dos Milagres, Praça São José (caminho de São José), Concha Acústica, Cripta (sob a Concha), Gruta de Nossa Senhora de Lurdes, Monumento a São José, Museu dos ex-votos.

Leia também: CIDADE DE ALCÂNTARA EM SÃO LUÍS DO MARANHÃO

Matriz
Caminho de São José

O Caminho de São José é um conjunto de imagens composto por oito estações que contam a história da Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José.

As estações estão dispostas ao longo da Praça São José, localizada em frente a igreja matriz; para a construção do conjunto foram usados como matéria prima o pó de mármore, rezina e argila.

As estátuas começaram a ser esculpidas em 1996 pelo artista goiano Sinval Floriano Veloso no Salão Paroquial São José de Ribamar e foram concluídas em 1997.

A inauguração se deu  em doze de setembro do mesmo ano da conclusão. As estações passaram ainda por duas reformas, em 2001 e 2010. A  nova praça São José substituiu a antiga e as estações substituíram a antiga imagem da sagrada família construída em 1979 pelo escultor Carlos Prado que, já bastante desgastada, desmoronou durante a reforma da praça. O Caminho de São José destaca a história do pai adotivo de Jesus no cumprimento de sua missão e vocação.

Uma praia maravilhosa e uma cidade incrível, espero que você presenciar um pouquinho dela de pertinho!

Recomendo que leia Passeio de barco na Raposa com direito a delicioso peixe assado

Rodrigo Schmiegelow

Experiências: Pessoas, Lugares, Culturas e Culinárias.
0 0 votes
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments