Safari para Conhecer Tribos Locais na Namíbia 

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Em um país de natureza exuberante e vida selvagem em abundância, por que alguém escolheria fazer um Safari para conhecer Tribo Locais na Namíbia? Eu explico neste texto minhas motivações, a experiência e como fechar o seu pacote.  

Sem dúvidas minha melhor experiência de viagem foi conhecer um pouco da Namíbia.

O país é rico culturalmente e fica muito evidente as diferenças sociais, talvez por ser menos desenvolvido em relação ao capitalismo, infelizmente é visível a desigualdade social mas também é visível a presença de culturas antigas um pouco mais preservadas. 

Como tudo começou

Aproveitei minhas férias para visitas à África do Sul e no meio do caminho desse planejamento resolvi conhecer também a Namíbia, melhor decisão que fiz.

Em meio a enorme quantidade de Safaris disponíveis para turistas, escolhi o Safari para conhecer tribos locais. 

Antes de falar dessa experiência, vamos lá:

O que é um Safari?  

No Brasil estamos acostumados a pensar Safari como o turismo para conhecer animais silvestres, em outros países o termo é mais amplo e engloba qualquer turismo envolvendo um carro preparado e equipamentos especiais. 

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Então não fui observar tribos, fui conhecer as tribos e vou falar porque isso é importante para elas também. 

O Safari para conhecer tribos da Namíbia

Para fazer o passeio precisei ir de Swakopmund para Windhoek, capital do país – clicando pode saber mais sobre o Deserto da Namíbia. 

Só essa transferência de região já foi uma aventura que reportei nessa matéria: Transporte na Namíbia: Como ir de Swakopmund para a Windhoek

Em Windhoek o guia Charles foi me buscar no lugar onde fiquei hospedado, além de mim ele também pegou uma alemã e uma francesa que também fizeram o Safari para conhecer tribos locais.  

Primeira parada

De Windhoek fomos para o Okambara Elephant Lodge, eu nem estava esperando essa parada onde passamos o dia, almoçamos, comemos um lanche da tarde e fizemos um tour para ver animais selvagens como elefantes, rinocerontes, girafas e gazelas que moravam nessa enorme fazenda. 

Por lá também tem um projeto especial para tratar de cheetahs, essas ficam presas em ambientes menores para depois serem readaptadas na selva. 

Segunda parada 

No dia seguinte acordamos cedo, passamos na frente da casa do nosso guia Charles em uma comunidade. 

As comunidades locais são diferentes das que estamos acostumados no Brasil, as casas não são de madeira e sim de metal, em um estilo container onde costuma viver mais de uma família. 

Nosso guia Charles nos explicou que mora nessa casa de no máximo 20 metros quadrados com a esposa, os seis filhos, o irmão, a cunhada e os três filhos deles. 

Como não tem saneamento básico, os banheiros são comunitários no meio de um enorme quarteirão, divididos com todas as famílias da região. 

A água escassa é bombeada por um hidrante onde cada família tem um cartão do governo para retirar sua parte, vez ou outra passam carros pipas distribuindo água e os moradores da comunidade se viram para pegar o pouco de água que conseguem: pneu, mochila, balde, qualquer coisa serve para carregar esse item raro na região. 

É uma situação triste. 

De lá passamos na fronteira com Botsuana, mas que não tem acesso ao mar por estar no meio do continente. Para entrar lá é preciso visto, então a fronteira era toda cercada, consegui apenas colocar o braço no país vizinho. 

Tribos da Namíbia: Kalahari San-Bushmen Village

Bushman em uma tradução simples significa Homens do Mato. 

Chegamos ao ponto de encontro com a primeira tribo, do lado de uma cabana que já fica montada para essa demonstração de como viviam há séculos atrás. 

Eles chegaram com roupas desgastadas, bem magros mas muito sorridentes. Tinham aparência de ser um povo simples, com poucos recursos capitalistas. 

Inclusive antes de chegar ao ponto de encontro passamos no mercado para comprar alguns itens para doação. 

Depois que chegaram se trocaram com os trajes mais tradicionais de sua cultura. 

Roupas tapa sexo e alguns apretechos como colares, pulseiras e tiaras de miçangas coloridas. 

Nos mostraram como viviam no tempo como caçadores coletores encenando a caça com arco e flechas, além de mostrar que a coleta era a parte principal da sobrevivência dessa que é uma das tribos da Namíbia, mostraram até mesmo como encontrar uma planta estilo raiz rica que carrega muita água e os ajudavam no período de seca. 

Finalizaram com um ritual de dança em volta da fogueira com batuque e uma pisada forte que lembrou um pouco do samba. 

Eles precisaram ir embora porque a chuva vinha forte. Nós acampamos por lá mesmo, inclusive dormi na barraca em cima do carro que estávamos. 

Terceira parada

Depois de um belo café da manhã no meio do mato, seguimos para a outra tribo:

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Tribos da Namíbia: Historical Batswana Mission village

Chegamos no vilarejo de outra Bushmen Tribe, essa em ambiente mais estruturado como uma comunidade com escola, hospital, fazendas. 

Bushman-tribe
Bushman tribe

A aparência dessa tribo era mais saudável. 

Neste caso também fizeram uma apresentação de um ritual de dança muito bonito, esse um pouco mais agressivo do que o primeiro, como uma preparação para a luta. 

Depois disso ainda passamos em mais um vilarejo com criação de cabras onde o irmão do nosso guia Charles vivia, local muito gostoso. 

Para finalizarmos o passeio de volta a Windhoek. 

Por que esse turismo é importante para as Tribos da Namíbia? 

Segundo o nosso guia Charles, esse turismo é importante para entrar renda extra para essas famílias, algumas vivem em condições precárias, além de ser muito importante para manterem as tradições, se não fosse por esses passeios eles não iriam mais praticar os rituais e danças que foram a base para o que são hoje em dia.   

Por que eu escolhi esse turismo? 

Todas as pesquisas científicas mais plausíveis até hoje trazem a África como o berço dos sapiens, toda a espécie humana foi originada de lá. 

Então sempre quis vivenciar um pouco disso, entender as diferenças sociais modernas que levaram o mundo a ser o que é hoje. 

Foi uma experiência muito boa, ajudou a clarear um pouco meus pensamentos sobre isso e reforçar que a necessidade faz o homem no sentido de que se algumas pessoas continuaram lá é porque havia recursos para viverem. 

Claro, depois li Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, por Yuval Harari, e este livro reforçou ainda mais alguns pensamentos meus, vale muito a leitura. 

Como fazer Safari para Conhecer Tribos Locais na Namíbia? 

A empresa de turismo por onde fechei o passeio, Wilddog-Safaris fechou na pandemia, mas tem Wild Wind Safaris, clicando aqui sai direto neste passeio e, neste caso, ainda mais completo. 

Essa foi outra empresa que pesquisei na época, até melhor avaliada do que a que fechei, mas escolhi a Wild Dog pelo custo benefício e referência de um amigo que esteve na Namíbia. 

Qual o preço?

Na época paguei quase R$ 2 mil, sendo três diárias, duas noites, com as refeições, estadias, entradas nos parques e tudo incluso (menos a doação de alimento). 

Curiosidades

Nesta experiência tive alguns momentos que me inspiraram para a criação da minha empresa caranaue:

Na primeira estadia um homem ajudava na manutenção do pequeno hotel que era uma casa, ele era de origem de uma tribo local que se desenvolveu menos nos padrões capitalistas, foi triste ver a indiferença da proprietário do hotel com ele. 

Mas, quando estávamos indo embora seu pequeno filho nos disse: caranaue, que significa fique bem em seu dialeto. Gostei da sonorização e do significado e escolhi como nome da minha empresa.

A outra foi com o nosso guia Charles contando sobre o governo local e que apesar de ser corrupto, investia em educação e que para ele isso já era muito bom porque seus filhos vão ter escolhas. 

O slogan do meu treinamento Metodologia Marketing Digital é conhecimento para você ter escolhas.  

Quem sou eu?

Antes de continuar deixei eu me apresentar. 

Rodrigo Schmiegelow, publicitário especializado em Marketing Digital, hoje vivo como Nômade Digital (o que é isso), isso é, tenho liberdade geográfica e trabalho de qualquer lugar do mundo.

Iniciei uma viagem pelo mundo para conhecer lugares, culturas e culinárias regionais e vou trazer grandes surpresas a partir dessas experiências.

Siga o blog do Projeto O Mundo em Lanches pelo Instagram e acompanhe todas as novidades.

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