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Dona Mariquita – Cozinha Patrimonial da Bahia

Restaurante Dona Mariquita

Sem dúvidas o Dona Mariquita é uma experiência gastronômica única em Salvador e, por enquanto, o restaurante mais dentro da proposta da Expedição Farofa e bem avaliado no Guia Schmilan que conheci até então.  

Desde o momento em que sabia que ia passar em Salvador comecei a pesquisar sobre os pratos da região, li referências e também pessoalmente me indicaram muito o Restaurante Dona Mariquita. 

Me parecia uma opção indispensável para conhecer um pouco da cultura baiana. Então resolvi ir. 

Quem sou eu?

Antes de continuar deixei eu me apresentar. 

Rodrigo Schmiegelow, publicitário especializado em Marketing Digital, hoje vivo como Nômade Digital (o que é isso), isso é, tenho liberdade geográfica e trabalho de qualquer lugar do mundo.

Idealizador da dottie, uma assistente pessoal virtual que oferece suporte para que o Criador de Conteúdo entenda os resultados e saiba o que precisa fazer para alcançar seus objetivos, conheça!

Iniciei uma viagem pelo mundo para conhecer lugares, culturas e culinárias regionais e vou trazer grandes surpresas a partir dessas experiências.

Neste ano estou com a Expedição Farofa: viagem solo de moto conhecendo culinárias regionais!

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Restaurante Dona Mariquita

Só de entrar no restaurante já me senti em casa! O ambiente é super acolhedor e cheio de referências da Bahia.

Fui em um domingo, cheguei bem cedo e o lugar já estava movimentado. Por sorte consegui uma mesa.

Como era um dos meus últimos dias na capital baiana e o Restaurante Dona Mariquita têm um monte de opções interessantes que dificilmente se encontra em outros lugares, resolvi experimentar mais de uma coisa. 

Como estou no meio de minha viagem de moto conhecendo culinárias regionais pelo Brasil, a Expedição Farofa, criei o Guia Schmilan (saiba mais) para registrar e avaliar todas as minhas experiências gastronômicas que estou vivendo. 

Avalio 8 categorias diferentes que explico melhor nesta matéria

Então abaixo deixo as informações dos pratos e a avaliação de 0 a 1000 quantos quilômetros vale percorrer por esse prato regional. Bora lá. 

O que comer no Dona Mariquita:

Entrada – Saladinha de Peguari

Normalmente com orçamento apertado, não costumo pedir entrada, mas como essa era uma ocasião especial e fiquei muito curioso para experimentar uma das diversas opções diferentes do cardápio do Dona Mariquita, pedi a Saladinha de Peguari.

Além do peguari, que é um molusco típico em Madre de Deus e Salina das Margaridas, segundo o próprio cardápio, também vem com coco verde, caju, tomate, cebola roxa e pimenta doce. 

Essa mistura é incrível. O Caju surpreendeu com uma textura que lembrava carne depois de alguma marinada especial. 

O peguari é leve, com gostinho de mar menos intenso do que de outros moluscos que já experimentei. 

No cardápio de entradas também tem disponível Oxinxim de Moela com Pão, Passarinha (comi em um tabuleiro de acarajé), Mini Abará, Mini Acarajé e mais algumas coisas. 

Escolhi a Saladinha de Peguari porque nunca tinha visto em outro lugar, é surpreendente, leve e refrescante. 

Saladinha de Peguari
Saladinha de Peguari

Adianto que foi o prato com o sabor que mais agradou meu paladar dentre tudo o que experimentei no Dona Mariquita. 

De 0 a 1000 vale percorrer 817 quilômetros pelo Guia Schmilan, deixando o prato em primeiro lugar no Guia Schmilan até o momento. 

Essa entradinha custou R$ 18 no dia em que estive neste restaurante em Salvador. 

Prato principal – Poqueca com Acaçá de Leite

O Prato Principal também foi difícil de escolher na Dona Mariquita. 

São diversas opções da culinária baiana e todas são muito bem avaliadas e indicadas por um monte de gente no Google e em outras plataformas. 

Como estou para experimentar pratos que dificilmente encontro em outros lugares, fiquei curioso com a Poqueca com Acaçá de Leite, que vale fazer uma publicação especial apenas sobre o prato e sua origem aqui no blog O Mundo em Lanches.

Hoje vou focar na experiência e sabor.

Para mim a Poqueca foi uma mistura de moqueca com pirão. 

Então tem a cor e o sabor da moqueca suavizado pelo engrossamento na farinha formando uma pasta mais cremosa, diferente e interessante. 

Leia também: Receita de Moqueca de Camarão – comida baiana

É saboroso, o camarão é muito bem feito no ponto certo. 

O prato como um todo é muito caprichado e bem servido. 

O acaçá me lembrou alguns pratos que experimentei no Biyou’Z Gastronomia Africana, em São Paulo. 

É como se usassem farinha de arroz para formar uma pasta e cozinhar engrossando ainda mais, no caso do acaçá é utilizado milho branco ou vermelho.

A hidratação e o cozimento transformam o prato em um bolinho com o sabor desejado.

Uma ponto importante é que o Acaçá é uma comida ritual do candomblé e da cozinha da Bahia, assim como pratos como Acarajé, mas também vale um capítulo a parte para falar desa iguaria e sua origem.

Para ser sincero, achei o Acaçá bem interessante e diferente, o sabor e suave e junto com a Poqueca fica muito saboroso, mas confesso que não é uma textura do meu dia a dia, então preciso comer mais algumas vezes para me adaptar melhor e apreciar mais. 

A apresentação estava impecável. Linda linda. 

Poqueca com Acaçá de Leite do Dona Mariquita
Poqueca com Acaçá de Leite do Dona Mariquita

De 0 a 1000 quilômetros, para a Poqueca com Acaçá de Leite do Dona Mariquita, percorreria 808 quilômetros. 

É uma das melhores avaliações do Guia Schmilan e foi puxado pela experiência toda no restaurante, sabor único do prato e a importância e carinho que a Dona Mariquita traz para a cultura regional.  

No dia que fui esse prato custou R$ 80 e dava para dividir pedindo mais alguma entradinha.

Leita também: O que é Vatapá e sua origem.

Acompanhamento extra no Dona Mariquita

Para finalizar essa experiência gastronômica sem igual, que valoriza e comercializa trazendo acesso a história e cultura da gastronomia baiana, pedi um Efô.

Feito de plantas como taioba, língua de vaca ou bredo me lembrou muito a Maniçoba que comi no Pará. 

Mas a diferença está em praticamente tudo. rs A planta da Maniçoba é a da mandioca cozida por dias para limpar do veneno, esse prato paraense também leva carne de porco como uma feijoada. 

Talvez por meu paladar não ser tão apurado, achei parecido pelo uso de plantas e do camarão seco, que tem sabor muito marcante. 

Então no E, além das folhas e do camarão seco, leva cebola e azeite de dendê

É gostoso, forte e marcante. 

Efô do Dona Mariquita
Efô do Dona Mariquita

No Guia Schmilan, de 0 a 1000 vale percorrer 792 quilômetros por esse prato regional. 

Paguei R$ 20 na porção no dia em que estive lá.

Restaurante Dona Mariquita

Em resumo, o restaurante Dona Mariquita é indispensável em uma viagem a Salvador. 

Traz ambiente agradável, comida de qualidade com muita história e cultura. 

É visível como se importam com tudo o que é servido no restaurante, vale muito a pena conhecer. 

E por conta disso tudo é o restaurante mais bem avaliado no Guia Schmilan até então, confere lá!

Endereço

R. do Meio, 178 – Rio Vermelho, Salvador – BA, 41490-426

Horário: de terça a domingo das 12h as 17h

E aí, bora comer comigo nessa viagem gastronômica pelo Brasil? Vem acompanhar as aventuras da Expedição Farofa! 

Não esqueça de deixar seu comentário e compartilhar essa dica com a galera que também ama boa comida! Até a próxima! 

Conheça o Guia Schmilan de Comidas Regionais com o Ranking de 0 a 1000 quantos quilômetros vale percorrer por esse prato regional.

Guia Schmilan de comidas regionais
Conheça o Guia Schmilan de comidas regionais

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